26.1.07

Os desenhos de antigamente

Eu não sou um cara velho. Bem... não muito pelo menos. Mas é inevitável passar a impressão de ser um saudosista quando falo da minha infância. E os desenhos animados foram uma parte importante dela. Mas o mais engraçado é que eu me lembro com carinho especialmente os desenhos mais antigos, que foram vistos na infância dos meus pais, e talvez até na adolescência de alguns avôs por aí.
E quando falo de desenhos antigos, posso me referir à três grupos em especial:

Disney: Mickey limpando o quintal da Minnie e tendo que lidar com um furacão e seus "filhotes", Donald se fantasiando de abelha para roubar mel de uma colméia. E o que falar dos especiais do pateta sobre os esportes. Enfim, os desenhos da Disney não eram particularmente engraçados (os do pateta eram mais engraçados que os demais na minha opinião), mas tinham personalidade. As músicas sempre foram ótimas. Enfim, é o tipo de desenho que eu pararia para ver hoje em dia de novo, só pela nostalgia.

Hanna Barbera: Infância sem Scooby Doo não é infância. Ainda hoje eu me admiro como uma produtora pode lançar TANTOS personagens diferentes em programas diferentes. Ia da ação com os herculóides, space ghost e super amigos; passava pela fórmula da típica família americana em ambientes diferentes, como nos flinstones, jetsons e os muzzarelas; tinha também aqueles desenhos voltados ao genero dos mistérios, como o próprio Scooby Doo, Tutubarão... enfim, a lista é imensa. A Hanna Barbera hoje é o que conhecemos como Cartoon Network, pelo menos no que diz respeito aos desenhos da casa, mas até chegar a esse ponto, muita coisa mudou. Me interessava muito mais aqueles desenhos toscos, sem muita sustentação além da força dos personagens. E parece que é isso mesmo que marca a Hanna Barbera: a força dos personagens. Tanto que não lembro de nenhum episódio em específico, mas poderia ficar citando Os impossíveis,Zé colméia, Manda Chuva, Pepe Legal, A corrida maluca... até do desenho dos Jackson 5 eu me lembro. E acho que isso, por si só, mostra a importância dessa produtora.

Warner Bros: Minha favorita. Indiscutivelmente. Em termos de desenho infantil, é a única que é capaz de me fazer rir da mesma forma que me fazia há 20 anos atrás. Dependendo do personagens, o humor chegava até a ser bizarro. É o que me faz rir quando eu vejo Comichão e Coçadinha, ou quando o Kenny morre no South Park. Não é a violência nos atos, mas sim por ver o impossível acontecendo. Claro, há personagens e personagens no universo da WB. Eu mesmo nunca gostei muito do Piu-Piu (no pun intended) e Frajola, ou do Ligeirinho. Mas Pernalonga era genial, o Coiote era genial. A forma como um enrolava seus inimigos e como o outro sofria em busca da presa era risos do início ao fim. E tudo isso embalado por clássicos da música erudita. Pernalonga e Liszt. Inacreditável.

Eu sei que não citei alguns outros clássicos como Tom & Jerry, Droopy, Pica Pau e Popeye. Eu respeito a todos, mas sinceramente, nunca foram meus favoritos.

Enfim... é pensando nessas obras que eu fico triste. É difícil vê-las hoje em dia. E pelo que eu vejo não tem nada à altura para substituir.
Eu gosto dos desenhos da minha época (Thundercats, He-man e tantos outros). Mas mesmos estes eu sei que não se comparam às pérolas dos anos 20-60. As próprias criadoras destes desenhos transformaram os personagens, afim de adequar a geração atual. O resultado? Pateta tem um filho (e agora realmente é um pateta... e sem graça), e por favor perninha e lilica?!?!?! VTNC.
Os personagens antigos da Hanna barbera foram usados para fazer colagem no Adult Swim, o que até é legal, mas foge da idéia de um desenho infantil.

Não existem mais desenhos infantis engraçados.

Pra matar a saudade, um clássico da WB: O Sapo Dançarino.


1 comentários:

lau - ana disse...

Não sou mto boa para fazer comentários! mas concordo plenamente com tudo que vc disse e assino em baixo ;) auheuheuheuahe

beijos